Sou o resto do oeste americano;
[Um gambá bêbado]
Jogando suas ultimas cartas,
Apostando as ultimas gotas,
Em sangue e suor;
[Inebriado]
Entre a gaita e a voz de um poeta
Praguejando suas ultimas...
- SINCERAS E FÉTIDAS -
... Palavras da verdade.
Sobre o sol...
[Morto]
... Sigo a sombra entre as balas e rameiras,
Nas baladas do blues rasgado,
Para pegar o trem dos insanos,
Com destino a lugar nenhum...
Assim vejo-me fora de meu tempo,
Deslocado e sem destino
- Pecando por saber -
...E a personalidade que descrevo não é nada por demais...
Vejo-me na terra árida das injustiças contabilizando os próprios problemas,
Apostando nas cartas com palavras de luxúria e perdição.
- Idéias centralizadas donde se vê caminho para ideologias e ciência,
E para mim mesmo donde imponho a personalidade do sol que nasce; -.
E freneticamente etílico cambaleio entre a musicidade e a poesia,
Numa balada de blues revelo minhas dores e ao mesmo na poesia as feridas,
Enquanto na solidão que me crio só agravo a etilicidade,
Já que não gosto de depender das pessoas,
[Levo a razão acima da emoção]
Assim abro caminho para explicar os vários relacionamentos falhos e a solidão...
Filósofo destes becos escuros,
E daqueles jeans que já batidos e sujos como as botas surradas pelo barro,
Que vê a morte como vera seleção natural e procura alguém que lhe tire da rotina,
Da vaidade,
Do jogo e do pecado;
Alguém que o embarque no trem para que morra todas as noites e renasça sem as ilusões que o protegem...
Em passada vida vi-me um do ópio vietnamita,
Queimando no suor de fogo e napalm,
Camaleável entre vermes e úrico,
Clamando sua atenção pela liberdade de minhas crianças...
[Apenas cumpria o jogo dos homens]
...Afundando-me na insanidade de teu acido,
- Era púrpura,
Voltava insano,
Solo -.
E por fim era mais um cego segurando mãos estranhas.
Mas não se engane amigo,
Gostava de ver-me sem salvação,
Nadando livre e afogando-me no desespero de teu mar de psicoses,
Onde toda reta é curva e leva à lugar algum...
Pois virara mercenário de Deus...
...Era anjo torto da justiça,
E ira e vingança,
E tinha o segundo cavaleiro a me estender à mão,
Pois havia de tirar a paz da terra...
Um ancião de cinco milênios habita em mim,
- Errante,
Recusa-se a evoluir,
É a praga,
É meu câncer,
E ele não nega quem sou,
Ao contrario eleva-me mais próximo do céu enquanto prega as pestes
deste mundo -.
Como um espelho bucólico falido em cristais,
Reflete o mundo do céu ao firmamento,
- Oposto,
Distorço a realidade,
Crio virtualidade -
E pereço na areia de meu vidro.
A BOCA DAS BARBARIDADES,
De onde se prega à aurora fria de um poeta cirrótico de amor e dor,
Que já não ama a você,
E nem mais ninguém além de si...
(Finalizado em 2007).
Sobre o autor...
- o Francês
- Balneário Camboriu, SC, Brazil
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
Veja meus outros livros (no blogspot.com).
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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