- Maldito tango! -
Deixa-me infeliz;
Caído aqui
Por vias de lágrimas...
- Maldito tango... -
És tu.
Soturno que surrupia os passos
E carrega o pecado...
- És tu maldito! -
Que por desprezo me deixas,
Em agonia duradoura
De pés lacrimosos.
Tu desprezas
A toda moral.
E toda moral não é basta para ti...
Por que és!
Por que sois...
Tu e tua dama
Minha pedra no sapato
Á sedução...
E ela, pecaminosa,
Rubra boca, negros olhos...
Um ardil desejoso
Em cabelos longos e tempo célere.
- Oh! Maldito... -
És arranjo a morte minha
Suplicando pelas pernas
Da dona em que sucumbi...
- Oh! Dona... -
Em teus olhos fui cair
E por ora sofro a levantar-me...
- Oh! Dona... -
Diga-me!
Por como posso eu chorar...
- Oh! Tango maldito... -
Levas de mim ela
E meu peito.
(Finalizada em 6.4.2007 às 18h00min).
Sobre o autor...
- o Francês
- Balneário Camboriu, SC, Brazil
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
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