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Balneário Camboriu, SC, Brazil
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Soneto a Shakespiere

Como uma rosa havia por derrubar-se.
Fora sepultado em seu próprio aroma e prazer,
Via-se murcha em pétalas e poemas por criar-se;
Como sóbrio e bêbado ao luar, mais uma alma morta que pouco conhecera o viver.

E nos conformes à lua desta rosa fugia...
Abria espaço à solidão que a reservaria um sepulcro escuro,
E este a ele confundia.
Nos arrependimentos e movimentos de um anjo puro.

E as pedras estavam a cercar,
Pois era uma dentre tantas “Julietas” entre terra, mar e céu.
E as pedras cálices do veneno a desvairar.
Pois ele, o poeta bucólico, o anjo de alento de uma dama e a calma de seu véu.

Criara um ato para si só...
Onde empunhara as dores de um mundo
E as cravara fundo, sem compaixão ou dó.

Para serem julgados no solo sagrado dos atores,
Onde ela eternamente seria a rosa, das brigas e dores,
E era também a morte de um coração,
Era a morte, por ressonar sua canção...

(Finalizada em 10.12.2006 às 00h08min).


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Ao som de: Paulina Rubio - Nena - (with Paulina Rubio)
via FoxyTunes

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