Sobre o autor...

Minha foto
Balneário Camboriu, SC, Brazil
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Abertura 1812.

Em chamas vi-te, e subestimei.
Continuei flutuando dentre as clavas de sol,
Num urro único ecoei na nevada cidade sobre os olhares da águia;
A mim tudo turva,
A maquina azul aos cantos de “Marseille” é cárcere dos mortos,
As cordas ferem o arco e senti o invencível escorrendo dentre baionetas áureo-brancas.
A queda do imperador,
A neve é o sepulcro dum tumor azul-magenta...

Uma salva! E nada mais de flâmulas,
A águia se desprende do céu, arromba-se o chumbo na carne...

Uma salva! Leva as armas ao chão,
Atônito, me vejo surdo em meio ao caos onde pinga a mim as veias de um povo...

Uma salva para um imperador deposto,
Pois ontem os badalos justificaram meus fins...
Um para Elba, e outro para Helena.
Assim, vivi e renasci...

(Em limiáres de 2006)
Escute “Abertura 1812 de Pyotr Ilyich Tchaikovsky”,
E então compreenderás o que escrevi...




----------------
Ao som de: The Strokes - Reptilia
via FoxyTunes

Nenhum comentário:

Pesquise Agora... (livros, poesias, artes e musicas)