Durante minha mortal existência
Encontrava-me numa prisão;
Um perfeito mundinho,
E perdido...
Onde nunca pude seguir os meus extintos, desejos,
Apenas fingi viver...
A liberdade que levava era oprimida,
E o meu tempo se acabou...
Minha vida determinou minha morte;
E eu não via “luz ao fim do túnel”...
Quando a liberdade me foi oferecida;
E junto como se não bastasse
Uma vida diferente...
E em alforria,
Recebi;
Dádivas, e maldições.
O tempo me mostrou o mundo,
À noite me adotou como um filho...
...E puro como ela me tornou.
Vi lugares inimagináveis...
Adquiri;
Conhecimento e poder...
...Surrupiei a imortalidade dos deuses,
E a noite dos homens;
Fui do chão ao topo,
E me glorifiquei.
Por minhas escolhas
Fui renegado por Deus;
E perdi as chances de salvação.
E por amor...
Percebi o quão fria é a imortalidade;
E pouco a pouco,
Todos aos que amava,
Foram consumidos com a minha alma...
Enquanto sofri por dentro,
Perdi razão para amar...
Quando pensei em desistir;
Percebi as estrelas em meio às trevas...
Como eu na noite;
A qual eu vaguei por séculos,
Até te encontrar...
Musa de inspiração,
Mostrou-me a verdade,
Assim tão sincera;
Que por ti
VIVI;
Reneguei sangue,
E trilhei um caminho mais humano...
Porém hoje,
Neste momento em que te carrego nos braços;
Vejo a fragilidade dos mortais;
Sei que devo deixar as minhas promessas de lado
E recorrer às trevas para te salvar...
Dar-me uma segunda chance de ter,
...Amar-te
Fazer a tua morte...
...Determinar tua vida.
(Início de 2005)
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Ao som de: Benjamin Biolay - Dans la Merco Benz
via FoxyTunes
Sobre o autor...
- o Francês
- Balneário Camboriu, SC, Brazil
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
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