Venho a muito andando por aqui...
Administrando com caos e discórdia o solo que vi criar,
Uma cobra entre maçãs.
Caminhando entre soberanos e reis...
A luz unida à escuridão,
Reivindicando essa terra em meu nome.
E não precisa ter muito fascínio para me conhecer,
Joguei xadrez com Jesus,
E nas vezes que ele me negou não cri,
Afinal vim para corromper os homens...
Mas isso é apenas um começo,
Quero roubar a sua inocência,
Tornar-te um criminoso,
Um servo...
E enquanto rodeei por aqui, fiz algumas mudanças.
Detetizei judeus em nuvens de ira,
Disseminei a negra peste,
Criei crianças nucleares,
Mas nunca deixei as balas pararem.
Apresentei a escravidão do povo de Abraão,
Aos filhos da mãe negra...
Agora por que tu não sentas aqui e vamos negociar
Não há preço tão alto que não possa pagar.
Posso te fazer czar ou um imortal,
Uma caridade minha, por um preço justo.
Pois cheguei a tanto,
E já não posso parar...
Então me abrace,
Pois virei na sua perdição,
Uma mão de apoio,
Minha doce ajuda.
Em troca namores meu nome, e selaras seu destino.
E não importa o que te digam.
O mal pode criar o bem...
Agora me siga assim, sem duvidas,
Pura e cegamente,
Para idolatrar-me
Sangrar por mim na revolução que precedera um novo governo,
Pois almejo o cargo dele há tanto tempo que nem mais sei.
E pra cada pessoa que ele salvou eu o desprovi de três
Mas por enquanto pegue um charuto e aproveite,
Pois isso só acaba quando eu mandar...
Sou filho da luz imaculada,
Eterna estrela da manhã...
Sou a serpente, uma cobra entre maçãs.
(início de 2005).
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Ao som de: Moizés Santana - Bala Com Bala
via FoxyTunes
Sobre o autor...
- o Francês
- Balneário Camboriu, SC, Brazil
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
Veja meus outros livros (no blogspot.com).
domingo, 24 de agosto de 2008
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