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Balneário Camboriu, SC, Brazil
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

sábado, 23 de agosto de 2008

Manhãs de Segunda

Esta noite,
Enquanto nos vemos juntos,
LIVRES.
As coisas que dizes,
Nas púrpuras que saem dos teus olhos;
Trazem-me ao tudo, ao nada...
Eu sei que nunca vou ter outra como tu
Você tem a verdade...
Sei que posso estar cego, mas que seja por ti.

Queria você fazendo o tempo desaparecer em uma noite de setembro;
Nas noites sem sono, noites sem lua,
Na escravidão de uma paixão...
Há liberdade que não me foi dada na primeira luz dum sol.
...Numa musica nunca tocada.
E mais nada precisa ter sentido ou lógica.
E os segredos dos teus olhos,
Revelam-se para os anjos;
Fixando a perfeição,
Voltando as coisas que quero,
PRECISO...

Numa noite de setembro,
Nos caminhos da vida,
Numa voz lutando contra o silencio do coração...
Desaparecendo no teu milagre.
...Vagando pelo sorriso,
Num momento que procurei viver...
Porem hoje algo mude.
...Não digo que tem que ser assim.
Os teus olhos dizem,
E as lágrimas demonstram a maneira como te sentes sobre isso...
Talvez se as coisas mudassem hoje podia ser um dia como os outros.
Um túnel de maravilhas que oscilam com as cores,
Um túnel pra nos salvar daquela dor das manhãs de segunda...
Pra nos fazer voar,
Viver, não sonhar.
Crescer e existir
Copular, e cantar.
Nada que digo tem uma razão,
Sentido – Só deve ser claro,
Sereno.
Como a faca que fere a carne,
As palavras que transformam o amor,
E a droga que dá a vida, nos leves toques de adeus, nas noites de domingo...

(2006).


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Ao som de: Mississippi John Hurt - Since I've Laid My Burden Down
via FoxyTunes

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