Sei; às vezes me mostro tão perverso,
Que inebriado pela ambição não pareço ver você;
Não lhe tinha nos meus planos, mas aprendi a precisar desta fragilidade também.
Sim, sou inseguro;
E ao teu lado recordo coisas futuras que passaram,
Tenho algo lá no fundo que me faz errar, e contigo não errei;
Farei de nós algo menos doce,
Algo que nossos anjos, e só, percebem;
E nada, nem o tempo, nem o espaço podem intervir.
Por que a noite fria, a lua cheia, faz este momento pertencer a nós dois...
E “o mau do amor?” Eu sofro dele aqui, sem você...
Oh! Prece negra...
Estático ouvindo-a imposta numa musica.
As recriadas, minhas, palavras. E os secretos meus,
Desejos que outrora se foram e agora comparecem desfigurando minha face...
Fazem-me a noite abraçar...
E seu corpóreo-vermelho invade a mim;
Trás existência aos olhos cujo inferno carrega.
Dor a pele que jaza fria ao meu lado numa noite eterna,
Pela paixão que proporciona a dor
Onde a neve inebria minha mente tendo das artérias minhas, sangue seu.
(2005)
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Ao som de: Moby Feat. Patti LaBelle - One Of These Mornings
via FoxyTunes
Sobre o autor...
- o Francês
- Balneário Camboriu, SC, Brazil
- Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.
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