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Balneário Camboriu, SC, Brazil
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Amor a Eva

A princípio trevas, depois luz e separação...
Assim surgiram os dias dos céus e firmamentos,
As estrelas e vivos seres sobre os quais o homem reinou.
Viu deus que isto era bom...

Assim surgiu a ti mulher; do barro.
Dois olhos avelãs que me levaram a ofuscação,
Donde cabelos em lamina escondiam a pele, que em pureza e sedução derrubaram a mim...
Queria-te mulher, mas não a podia ter.
Não era Adão nem Deus...
Era a serpente que ali caminhava, e tu, eras fruto proibido.
Induzi-te ao pecado e te perdi. Às trevas fui exilado,
Consumido num silêncio tão furioso, que ressurgi a te procurar...
Uma rosa negra, nas sobras de uma mente sem lembranças,
Murchando arbitrariamente.

Não tinha a luz da qual necessitava...
Foram-se as pétalas e de mim só sobrara o frio, o inanimado.
E quem dera, hoje onde sou não tão anjo, nem tão demônio; sou um tanto quanto...
HUMANO.

Encontro-te. És a mesma, exalando aquele ar de pureza e inocência que um dia me turvou,
Trouxe-me trevas, solidão;
Atirou-me ao inferno para hoje resgatar o que perdi em queda...
E assim iluminastes o ávido-pranto que da rosa restou.
Em ti fortaleci, criei raízes.
E mesmo hoje, sem pétalas, vejo minha negra-rosa ao lado da tua de luz,
Unindo o que um dia fora separado...

(Finalizada em 28.5.2006).




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Ao som de: Nenhum De Nós - Julho de 83
via FoxyTunes

Um comentário:

D. Diogo Klock disse...

humm well...
traços fortes na sua poesia...
gosto disso...
aquela coisa profunda, porem que dijerimos sentindo navalhas nagraganta...
muito bom..
abraços amigo

http://mentealem.blogspot.com/

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